Sexismo na carreira: como as mulheres podem combatê-lo

Com a constante ascensão das mulheres no mercado de trabalho, também aumentou bastante o uso de um termo específico: sexismo. Essa é uma palavra usada para designar a conduta de certos homens no ambiente profissional e até em outros e não faltam materiais e estudos sobre essa questão social.

A mulher que ingressa no mercado de trabalho, infelizmente, precisa estar preparada para se deparar com episódios de sexismo e, mais do que isso, para saber como se posicionar perante eles. A postura adotada pela profissional pode ajudar ou atrapalhar a sua carreira, a sua imagem na empresa e mesmo a sua autoimagem.

Sexismo é preconceito?

O sexismo ocorre quando uma mulher é tratada de determinada forma apenas por ser do sexo feminino e não com base em outros elementos. Por exemplo: quando uma empresa tem uma cozinha e fica automaticamente decidido que as mulheres são responsáveis pela manutenção do cafezinho, trata-se de uma postura sexista. Afinal, essa ideia coletiva costuma se basear no fato de que as mulheres sempre devem ficar com as atividades relacionadas à cozinha.

Além de designar tarefas às mulheres apenas com base em seu sexo, a postura sexista também acaba por excluir as profissionais de alguma atividade que elas poderiam perfeitamente desempenhar apenas porque estas são tradicionalmente masculinas. Um exemplo: há caminhoneiras que enfrentam preconceitos por causa do seu trabalho, já que alguns homens da mesma profissão não as veem como colegas, mas sim como pessoas mais frágeis e que nem deveriam estar desempenhando aquela profissão, que é “de homem”.

Avaliando o que foi explicado acima, pode-se concluir que o sexismo é, sim, um tipo de preconceito e que é bastante difícil eliminá-lo da sociedade, já que ele vem sendo reforçado há muitas e muitas gerações.

Sexismo no trabalho pode ser velado ou não

O ambiente de trabalho pode ser palco para vários tipos de atitudes sexistas e que podem partir até das próprias mulheres, especialmente se elas foram criadas em um ambiente muito conservador. O fato é que existem algumas demonstrações de sexismo que são mais veladas e até socialmente “aceitas”, como a famosa brincadeira de que as mulheres dirigem mal.

Outra atitude sexista muito conhecida é o pagamento de salário inferior mesmo quando a mulher desempenha o mesmo trabalho que o homem. Esta já é uma demonstração um pouco mais clara, mas ainda existem algumas mais explícitas, como questionar o fato de uma mulher receber determinada promoção ou até quando o chefe nega essa promoção simplesmente pelo fato de a funcionária, mesmo sendo qualificada, ser mulher.

Nem sempre é sexismo

Apesar de o sexismo estar por trás de diversas condutas no mercado de trabalho, deve-se saber que nem todo “não” que a mulher ouve em sua carreira é motivado por esse preconceito. Eventualmente, outro candidato tem mais experiência, qualificação ou a sua personalidade é mais condizente com o cargo em aberto.

Pensando em tudo isso, a mulher deve desenvolver o seu senso crítico para avaliar de modo justo cada um dos contextos que possam aparecer em sua carreira.

Conscientizar, mas com delicadeza

Quando a mulher se depara com uma situação de sexismo ou ela mesma é vítima, o melhor é não perder a calma e falar à pessoa: “Você só tem determinada ideia sobre isso porque eu sou mulher”. À princípio, o indivíduo tende a negar, mas basta perguntar: “Por que então você não usou fulano no exemplo?”, “Por que você não associou tal ideia à fulano?”.

Não é preciso ser em tom de discussão, pelo contrário: quando se usa um tom bem-humorado e amigável é muito mais fácil de mostrar a atitude sexista aos demais. É muito importante rebater esse tipo de preconceito sempre que se tiver oportunidade, mas com calma: dependendo do nível de conflito, isso pode prejudicar a carreira da própria mulher, que pode ser vista pela direção como alguém que tumultua o lugar.

Como já dito, há pessoas que têm atitudes e pensamentos sexistas justamente por causa da sua criação mais conservadora, o que serve para as mulheres também. O melhor é não julgar, optando pela conscientização.

Se passou dos limites, é importante reportar aos superiores

Nem sempre as piadas e posturas sexistas têm peso suficiente para fazer uma reclamação formal à direção, sobretudo se o chefe for um homem ou uma mulher muito conservadora. Por isso, a opção de reportar a situação aos superiores acaba ficando restrita a quando começa a haver constrangimento e agressividade.

Infelizmente, há muitas pessoas que se tornam agressivas ou que fazem comentários e brincadeiras que detonam a saúde mental da mulher e, se isso acontecer, é o caso de fazer uma reclamação formal aos superiores. Inclusive, estes sabem que se não tomarem providências, podem ser acusados de não manter um ambiente saudável para os seus funcionários.

Redação: Gabriele Ferreira


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